Boca Porca


O bafo de todas
as palavras que são lambidas
por mães protetoras
no final do conto sempre morre por esquecimento!

O mesmo verbo dito
por todas as gentes,
nos deixam dementes
ao sentir o mal hálito da palavra.

Vento quente e pôdre
não vem da boca,
não vem da louca,
não vem da língua,
não vem…
Vai da ênfase que é dada ao verbo,
à ação que está por traz da ação…

Emoção?
Não,
aqui não tem sentimento nenhum,
só algumas explicações sobre o hálito fétido
que se sente dos verbos proferidos
por bocas suínas
que vivem para denegrir
e morrem por não digerir
a não ação
da ação
(do mal)

Diego Schaun, 22 de Abril de 2011

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8 comentários sobre “Boca Porca

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