Boca porca


Depois de algum tempo, não por falta de vontade, mas por necessidade, recorro-me ao poema para bradar em falsas rimas o meu estado amiúde de inconformismo.

O bafo de todas

as palavras que são lambidas 

por mães protetoras

no final do conto sempre morre por esquecimento!

O mesmo verbo dito

por todas as gentes,

nos deixam dementes

ao sentir o mal hálito da palavra.

Vento quente e podre

não vem da boca,

não vem da louca,

não vem da língua,

não vem¿

Vai da ênfase que é dada ao verbo,

à ação que está por traz da ação

Emoção?

Não,

aqui não tem sentimento nenhum,

só algumas explicações sobre o hálito fétido

que se sente dos verbos proferidos

por bocas suínas

que vivem para denegrir

e morrem por não digerir

a não ação

da ação

(do mal)

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