Em 2050 as pessoas se alimentarão de energia nuclear!


 

E cantava Humberto Gessinger no final dos anos 80: “As chances estão contra nós, e nós estamos por aí a fim de sobreviver”. Ainda estamos assim, a fim de sobreviver. Querer estar vivo daqui a pouco é a maior ambição de qualquer um. Sem chorumelas, tudo depende do próximo instante. Que horas são? Faltam trinta segundos para daqui a pouco. Daqui a pouco a cidade pode estar em chamas. Sabia?

Infelizmente é verdade. Países como Irã, Israel, EUA e Paquistão têm o maior prazer em guardar bombas idiotas em seus territórios. O homem adora se sobressair perante os demais. Talvez os americanos tenham mesmo alguma superioridade. Devem ser as vestes, os cabelos ondulados e a satisfação de serem alfabetizados, desde tenra idade com a língua mundial, o latim dos novos tempos. Rá!

Mais detalhes a respeito das bombas nucleares podem ser encontrados no Google. São aproximadamente um milhão de resultados em ¼ de segundo. Um prato cheio para os sedentos de conflitos. Quase 70 anos depois da II Guerra Mundial, o mundo vive ansioso pela III Guerra, agora em High Definition e 3D. Se não me engano, a Globo já comprou a transmissão do evento, depois de uma briga acirrada com a CNN. Sim, a Globo ganhou!

Ao longo da vida, as pessoas vão acumulando muitas coisas. Tudo se acumula. Até o dinheiro se acumula e vira prêmio em loterias. Cada ser tem certa atração pelos objetos. Isso é tão natural quanto o bocejo que prevê o sono. Poupar faz parte do caráter. Mas como ninguém é perfeito, a gente só guarda porcaria. A água, que é sinônimo de vida, é jogada fora a todo o momento. As arvores, nesse século XXI, estão parecendo pulmões de fumantes. Secas, enegrecidas pelo tempo, e sem qualquer sinal de fotossíntese. Claro, as que ainda estão de pé.

Todavia, coisas supérfluas como bombas nucleares, munições e outras armas são produzidas e estocadas em larga escala! Tudo culpa da evolução, esta senhora que nos persegue nas horas mais inoportunas só para podermos olhar para traz e sentir saudades de comer o que era comível e saboroso sem medo de parir, no futuro, crianças com três olhos e quatros pernas. Em 2050, se vivo estiver, terei 60 anos. Já até imagino como será a minha alimentação: Pão nuclear recheado de etanol e uma folha de alface, importada de alguma ilha do Pacífico, caríssima nestes tempos. Delícia! A evolução nos fará, depois da III Guerra, uma raça de humanos mutantes! Hortaliças plantadas em Hiroshima serão especiarias mui refinadas nos jantares dos ricos.

Parece uma grande bobagem tudo isso, mas meu ego diz que ainda irei pagar com a língua por duvidar de mim. Não dei créditos ao meu coração quando sonhei que ninguém mais se mataria. Achei-me ridículo quando afirmei que a produção de bombas nucleares era uma piada de quinta. Mas era sexta. E 13, como hoje. Sem PT, sem azar, sem folia, sem esperança. Só as bombas existem. Mas, nestes dias de calmaria, onde ninguém usa astrolábio para atravessar o Tietê, crer que as bombas cairão daqui a pouco em cima de sua casa é pura falta do que fazer. Porque eu não sei pilotar aviões. Não falo árabe e não fabrico bombas. Estou defecando pra eles, até daqui a pouco. Ora, pois faltam trinta segundos para daqui a pouco. Daqui a pouco a cidade pode estar em chamas. Sabia?

 

Siga o músico Diego Schaun no Twitter @DiegoSchaun

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