Basta ser pobre para ser preso no Brasil!


 

Em 18 de Março de 1314, enquanto dava o último suspiro em meio às chamas, Jacques De Molay, cavaleiro e último grão-mestre dos Templários proferiu uma maldição. Ele chamou o Papa Clemente V e o rei Felipe, o Belo, para se unirem a ele dali a um ano. Dentro de um mês o papa morreu e em menos de um ano o rei também bateu as botas. Maldição? Poderes mágicos? Nah…

A Ordem dos Cavaleiros Templários surgiu como uma milícia de Cristo para proteção dos peregrinos que iam rezar e pagar suas promessas na Terra Santa. Jerusalém era cristã naquela época graças às Cruzadas e outros combates sem noção. A história sempre mostrou que as ordens sociais, a polícia e os grandes imperadores e governantes utilizavam o ideal socialista para conseguirem espaço, respeito, votos, feudos, proteção dos Papas ou do cão.

Os pobres são a razão de ser de qualquer coisa. As políticas públicas são para eles. O dinheiro, em boa parte vem deles e volta para eles. As pessoas pobres são maioria, multidão, opinião, indecisão, ocasião, colapso e objetividade.

No Brasil, por exemplo, ser pobre é ser brasileiro. Nosso país não combina com riqueza. Por isso que os maiores crimes que existem são os de corrupção. Os homens de nossa nação não se contentam com o pouco. Querem sempre mais. O de agora, e o de amanhã. O meu e o seu. O nosso e o vosso. Os daqueles e de todos os outros.

E quem são os outros? Os pobres. Sim, eles são os protagonistas das novelas, o ápice dos planos governamentais, o objetivo da esquerda rebelde sem causa e público para todos os espetáculos. Sem pobreza não se vive. O mundo para, o PT não tem razão de ser, os ricos perdem a vaidade e os larápios de alto calibre são presos. Claro, os ricos não podem ser presos no Brasil. Quem deve chamar a atenção é o pobre, porque ele é indefeso, comove, causa indignação e é fácil de ser manipulado.

Outro dia estava caminhando na Rua da Consolação, no centro de São Paulo. Por acaso acompanhei uma cena que ocorria numa esquina. Dois senhores estavam levando uma multa, além de terem seus objetos de trabalho quebrados e confiscados pela guarda municipal. O que eles faziam? Vendiam frutas. Peras, uvas, maçãs e abacaxis. Mas eles eram pobres, não tinha alvará e deviam estar causando muitos males à ordem pública. Ora, vender frutas no Brasil é um crime hediondo. Pior do que o simples tráfico de drogas ou pequenos desvios monetários nas verbas escolares e outras coisas escusas… Vender sem alvará é crime. Sabem por quê? Porque as leis brasileiras foram feitas para os trabalhadores, principalmente os pobres.

Claro, fiquei indignado com a situação. Isso só acontece em países de terceiro mundo, como o nosso. Tudo por aqui é tão desorganizado que se um dia forem arrumar a bagunça, o povo morre. “É bandeira demais, meu Deus!”

Traficantes se proliferam. Mensaleiros se banham no Caribe. Tufão, enfim acordou. O dia das crianças chegou. Mas cuidado, não dê brinquedos sem o selo do Inmetro. Nem mesmo carrinhos de rolimã. Porque o Brasil é lindo, mas hipócrita. É grande, porventura pequeno. É rico, entretanto pobre. Por isso, se você trabalha, corra enquanto é tempo. O mundo é dos espertos. A carne é dos espetos. 

 

 

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